Nas últimas décadas, o Brasil tornou-se um importante destino para migrantes e refugiados, contribuindo para uma tendência migratória Sul-Sul global. O estudo constata que, apesar das barreiras sistêmicas, o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil continua sendo um mecanismo crucial para a inclusão. Este estudo qualitativo, realizado em seis estados brasileiros, investiga como os determinantes sociais da saúde moldaram as experiências de migrantes internacionais durante a pandemia da COVID-19.
Ele destaca vulnerabilidades significativas ligadas à situação de emprego, à moradia e à exclusão racializada. No entanto, ele também documenta o amplo acesso ao SUS para testes, vacinação e atendimento relacionados à COVID-19. Embora ainda haja muito a ser feito, este estudo ressalta a importância de uma estrutura de determinantes sociais da saúde (SDH) para lidar com as desigualdades interseccionais e desenvolver respostas coordenadas de saúde pública. Leia o artigo completo aqui.
Este relato de experiência apresenta o processo de construção e manutenção de uma rede multicêntrica e transdisciplinar de pesquisadores no campo das migrações transnacionais e da saúde no contexto da Covid-19. Descrevemos os desafios no processo, a organização das estratégias metodológicas, os processos de trabalho, as contribuições dos atores, bem como os limites e as potencialidades.
Na pesquisa multissituada em seis estados no Brasil, identificamos problemáticas em saúde e no adoecimento no acesso aos serviços de saúde e proteção social por migrantes internacionais e refugiados durante a pandemia. Nesse relato sobre o processo de planejamento e execução, evidencia-se a complexidade do design na perspectiva teórico-metodológica provocando reflexões e decisões singulares. Com a experiência coletiva busca-se contribuir para a pesquisa qualitativa, multicêntrica e interdisciplinar com foco nas migrações internacionais por meio das Ciências Sociais em Saúde na Saúde Coletiva.
Desafios para a saúde e proteção social de migrantes internacionais em tempos de incertezas.
Acompanhem a nova publicação de Daniel Granada, Cássio Silveira, Silvia Regina Viodres Inoue, Regina Yoshie Matsue, Denise Martin.
Uma revisão da literatura revela que mulheres migrantes e refugiadas enfrentaram desafios específicos para acessar serviços de saúde durante a pandemia de Covid-19.
Desigualdades sociais, barreiras linguísticas e culturais, sobrecarga com o trabalho doméstico e diferentes formas de violência contribuíram para ampliar situações de vulnerabilidade.
Saiba mais sobre os resultados do estudo e a importância de fortalecer políticas públicas voltadas à equidade em saúde.
A migração não rompe os laços familiares nem interrompe as necessidades de cuidado. Entre famílias venezuelanas, redes de apoio transnacionais ajudam a garantir acesso a medicamentos, atendimento em saúde e suporte cotidiano para parentes que permaneceram no país de origem.
A partir de uma pesquisa etnográfica realizada em São Paulo, o estudo revela como o cuidado atravessa fronteiras e como o fechamento das fronteiras durante a pandemia de Covid-19 trouxe novos desafios para famílias que dependem dessas conexões para proteger a saúde e o bem-estar de seus entes queridos.
Conheça os resultados da pesquisa e reflita sobre os desafios do cuidado em contextos migratórios.
Muraro, A. P., Gugelmin, S. A., Martins, M. A. C., da Costa Leão, L. H., Holub, C., & Silveira, C. (2023). Food Insecurity Among Haitian Migrants Living In Brazil. Journal of Racial and Ethnic Health Disparities, 1-9.
Sampaio, M. L., Almeida, A. C. G. D., Silveira, C., Matsue, R. Y., & Martin, D. (2023). Repercussões sociossanitárias da pandemia por Covid-19 para imigrantes e refugiados no Brasil: uma revisão narrativa da literatura. REMHU: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, 31, 219-239.